quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Contato Improvisação



Desenvolvida na década de 1970 pelo dançarino e pesquisador norte-americano Steve Paxton, o contact improvisation é uma prática corporal democrática, sem privilegiar sexo, idades e corpos, que valoriza o diálogo de movimentos improvisados entre duas pessoas ou mais, despertando um alto nível de consciência, proporcionando movimentos espontâneos, físicos e sensitivos, utilizando o Ponto de Contato e o apoio um do outro como fator primordial gerador do movimento improvisado, em que a pele torna-se o órgão de maior escuta do corpo. Sua origem derivou-se dos estudos da Fenomenologia, Zen budismo e Aikido (arte marcial japonesa).

Devido às possibilidades inerentes à construção de uma fenomenologia corporal com utilização terapêutica evidente, a (CI) recebeu um estatuto de terapia corporal mesmo sem ter sido criada para tal fim. Buscando trabalhar os vários desequilíbrios corporais e energéticos, a técnica sugere uma vivência/prática eficaz em uma espécie de remodelagem nos inúmeros níveis de percepção e de comportamento.

Proporciona uma relação do vivenciador/praticante consigo mesmo, com o outro e o com o mundo, aprofundando-o na percepção do próprio corpo e seu redor, beneficiando a relação como os outros através da quebra de barreiras e privilegiando as sensações, os sentimentos e a subjetividade do indivíduo.

De uma maneira geral, no Contato Improvisação, buscamos dançar com os outros de maneira responsável, consciente, relaxada, espontânea e divertida, tudo isso em estado de prontidão/interação. Trata-se de uma dança em processo, que vai surgindo de modo fluido e surpreendente e praticado no mundo inteiro.

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